
Tudo,todo,Outono.
A cada muda
Muda uma estaçao,
Gente muda surda
Muda sua pefeiçao.
Na fogueira da beleza
a vaidade queima sem dó
Uma natureza tão sóbria
Tão doce.
A tona.
A toa.
Mil e uma folhas secas e cansadas,
Caem uma por uma
Fio por fio.
Deixando sua cor marcada,
Assim,cato essas folhas escolhidas,
Escondidas,
Talvez por esses ventos,por ai, porventura,
Por amor a nada.
Faço minha pirraça em nome do amor
Ao ponto de tardar meu dia
Sou dono desses campos.
Dono de seus prantos
Por fim dono de sua dor.
Cai uma ou duas tardes,
Onde restos nao me convem.
Minha ambiçao falou mais alto,
Outono falece.
E com ela ,o improprio também.
