sábado, 21 de agosto de 2010


Tudo,todo,Outono.

A cada muda
Muda uma estaçao,
Gente muda surda
Muda sua pefeiçao.
Na fogueira da beleza
a vaidade queima sem dó
Uma natureza tão sóbria
Tão doce.
A tona.
A toa.

Mil e uma folhas secas e cansadas,
Caem uma por uma
Fio por fio.
Deixando sua cor marcada,
Assim,cato essas folhas escolhidas,
Escondidas,
Talvez por esses ventos,por ai, porventura,
Por amor a nada.

Faço minha pirraça em nome do amor
Ao ponto de tardar meu dia
Sou dono desses campos.
Dono de seus prantos
Por fim dono de sua dor.

Cai uma ou duas tardes,
Onde restos nao me convem.
Minha ambiçao falou mais alto,
Outono falece.
E com ela ,o improprio também.


sábado, 7 de agosto de 2010


O Som do Silêncio

Olá escuridão, minha velha amiga
Eu vim para conversar contigo novamente
Por causa de uma visão que se aproxima suavemente
Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece
Entre o som do silêncio

Em sonhos agitados eu caminho só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a auréola de uma lamparina de rua
Virei meu colarinho para proteger do frio e umidade
Quando meus olhos foram apunhalados pelo lampejo de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio

E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar
Pessoas escrevendo canções que vozes jamais compartilharam
Ninguém ousou
Perturbar o som do silêncio

"Tolos," eu disse, "vocês não sabem"
O silêncio como um câncer que cresce
Ouçam minhas palavras que eu posso lhes ensinar
Tomem meus braços que eu posso lhes estender"
Mas minhas palavras
Como silenciosas gotas de chuva caíram
E ecoaram no poço do silêncio

E as pessoas curvaram-se e rezaram
Ao Deus de néon que elas criaram
E um sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estavam se formando
E o sinal disse, "As palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô
E corredores de habitações"
E sussurraram no som do silêncio.